sábado, junho 22

Túlio Gadelha é seu próprio adversário no sonho de disputar a prefeitura do Recife

No intricado enredo político, o deputado Túlio Gadelha enfrenta desafios internos, polarizando a REDE-PE, tencionando com o PSOL e almejando a prefeitura do Recife.

Marina Silva e Túlio Gadelha - Foto: Reprodução Redes Sociais
Marina Silva e Túlio Gadelha – Foto: Reprodução Redes Sociais

🎭 Túlio Gadelha, deputado federal pela Rede Sustentabilidade, protagoniza uma intrigante dança política, transitando entre palcos partidários e desafios eleitorais. Sua jornada, embora marcada por entusiasmo inicial, revela uma trama complexa de desentendimentos e ambições.

A chegada do parlamentar à Rede Sustentabilidade, após desavenças no PDT, trouxe expectativas e incertezas. No entanto, a festividade inicial de sua filiação logo cedeu espaço a uma realidade tumultuada, onde Gadelha se tornou seu próprio adversário por suas decisões, manobras, ações e gestos no trato político.

🌐 O deputado, almejando a prefeitura do Recife, parece ignorar os maus ventos que sua atuação plantou dentro da REDE-PE. Sua mudança de sigla foi saudada, mas sua política interna gerou desconfortos ao decorrer dos dias. O aparelhamento do partido com funcionários de seu gabinete em cargos dentro da sigla e disputas acirradas dentro da legenda evidenciam uma estratégia mau elaborada intitulada por alguns como o “bloco eu sozinho”.

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💥 As eleições de 2022 foram palco de novas polêmicas. O descumprimento do entendimento da Federação, ao apoiar a governadora Raquel Lyra no segundo turno, revelou seu egocentrismo, e a dificuldade de cumprir decisões coletivas, que reverbera até hoje. O preço dessas decisões deverá ser cobrado em 2024.

🗳️ A forma da divisão de recursos para candidatos do partido em 2022 e as perseguições a diretórios em Escada, Cabo e Paulista geraram ressentimentos. O cenário se agravou com os embates com a direção nacional e a acusação de chantagem pela presidente Heloísa Helena. A tempestade ficou instalada.

Ao trazer Marina Silva no próximo dia 02 de março, para o lançamento de sua pré-candidatura à prefeitura do Recife, Túlio Gadelha busca mais uma vez agitar as águas. No entanto, essa jogada pode ser interpretada como um movimento de desespero para minar a pré-candidatura do PSOL, liderado por Dani Portela.

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🤔 O controle da federação e a escolha do candidato à prefeitura do Recife são o epicentro desse embate. O PSOL, que detém 70% do controle da federação, e escolheu Dani Portela como sua pré-candidata como uma resposta ao não partidarismo de Túlio em 2022. Gadelha, enfrentando dificuldades de aceitar divergências, tenta forçar uma reviravolta.

🕵️‍♂️Investigando as entranhas dessa disputa, chegamos ao congresso nacional da REDE. Gadelha tentou, por meio da Justiça, impedir a participação de delegados opositores na eleição dos porta-vozes nacionais. O resultado? Derrotas judiciais e acusações de manobras que ferem o estatuto.

💼 As tentativas de descredenciar lideranças nos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Escada e Paulista foram apenas a demonstração da forma autoritária e sutil de agir do deputado. Túlio, que tentava controlar o congresso nacional, encontrou resistência legal. O resultado foi um revés político e judicial, evidenciando fragilidades em sua liderança.

🗣️ Alice Gabino, ex-candidata a vice-governadora pela REDE na chapa de João Arnaldo do PSOL, apontou em entrevista a um jornal de grande circulação do Recife para a dificuldade de Túlio Gadelha em aceitar divergências, e destaca a importância da democracia interna. Reconhecendo seu valor como deputado, ressalva que o jogo democrático não se vence no nocaute.

🔍 A disputa pelos cargos de porta-vozes nacionais da REDE revelou uma divisão interna. A chapa “Rede Vive pela Base”, liderada por Heloísa Helena e Wesley Diógenes, venceu com 234 votos, enquanto a chapa “Rede Vive”, ligada a Deputada Federal e Ministra Marina Silva, apoiada por Gadelha, obteve 165 votos. O resultado expôs uma REDE dividida.

✌️ Alice enfatizou que Túlio precisa compreender a dinâmica democrática e respeitar as minorias. Reconhecendo seu valor como deputado, destaca que a democracia não se vence no nocaute, e a participação da minoria é fundamental para a construção partidária.

Mesmo que tente mudar de partido para botar em prática seu projeto de candidatura no Recife, Túlio está impedido por conta da fidelidade partidária, e ainda que a Rede lhe dê uma carta de anuência para sua saída sem perder o mandato, a vaga não pertence só a Rede mas também ao PSOL com quem faz federação, e tem Robeyoncé Lima que obteve mais de 80 mil votos como sua primeira suplente. E sem dúvidas entrará na justiça pedindo o mandato do deputado. O projeto de Túlio de fato está inviabilizado.

🔚 Em meio a esse enredo repleto de intrigas e desafios, Túlio Gadelha enfrenta uma encruzilhada política. Suas ações têm gerado descontentamento interno e tensionado a relação com o PSOL de Pernambuco. Inviabilizado pelas suas próprias atitudes ele agora tenta implodir de vez a relação com da Rede com o PSOL que formam a federação, forçando uma desistência de Dani que é líder da oposição na Alepe, pelo seu projeto alinhado a governadora Raquel Lyra. Essa equação jamais fechará. E o único proposito que fica evidente é da instalação de uma guerra para desgastar ainda mais a relação em Pernambuco.

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