segunda-feira, julho 22

População costeira do Brasil cresce para 111,28 milhões

Dados do IBGE mostram aumento da população próximo ao litoral e na faixa de fronteira, mas com proporção relativa menor em relação ao total nacional. Detalhes revelam ampliação dos setores censitários.

População costeira do Brasil cresce para 111,28 milhões, revela Censo 2022
População costeira do Brasil cresce para 111,28 milhões, revela Censo 2022. Foto: Arthur de Souza

Dados recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21) indicam que a população residente próximo ao litoral brasileiro atingiu a marca de 111,28 milhões de pessoas em 2022. Esse número representa 54,8% do total da população no mesmo ano, que era de 203,08 milhões de habitantes.🌊

Em comparação com o último censo realizado em 2010, houve um acréscimo de quase 5 milhões de pessoas vivendo nessas áreas costeiras. No entanto, a proporção relativa da população residente no litoral em relação ao total nacional diminuiu, caindo de 55,8% em 2010 para os atuais 54,8%.

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Outro dado relevante é o relativo à faixa de fronteira, onde residem 9,42 milhões de pessoas, o que representa 4,6% da população total do Brasil. Embora tenha havido um aumento absoluto de 603 mil pessoas nessa faixa, a proporção em relação ao total populacional se manteve estável em 4,6%.

Esses números foram obtidos através da análise detalhada dos dados de população e domicílios de cada um dos 452.388 setores censitários do Censo 2022. Os setores censitários são delimitações territoriais cruciais para o planejamento do IBGE, além de serem fundamentais para pesquisadores e gestores públicos.

Ampliação dos Setores Censitários e suas Implicações

Os setores censitários, que são áreas delimitadas pelo IBGE para fins de análise e pesquisa, têm se mostrado essenciais para compreender a dinâmica populacional e social do país. Desde o Censo de 1940, o número de setores censitários tem crescido significativamente, refletindo uma busca constante por refinamento e aperfeiçoamento metodológico.

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Atualmente, os mais de 452 mil setores censitários permitem um olhar detalhado sobre os 10.670 distritos e 643 subdistritos brasileiros, incluindo o Distrito Federal e Fernando de Noronha. Esses dados não apenas ajudam na compreensão da distribuição populacional, mas também na identificação de áreas vulneráveis a desastres naturais, como demonstrado no caso da comunidade Vila Sahy, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, durante um desastre natural em 2023.

Para o pesquisador do IBGE, Raphael Moraes, a contribuição do instituto vai além da simples coleta de dados, sendo uma ferramenta crucial para o auxílio do Poder Público em situações de crise. Já para Fernando Damasco, outro pesquisador do IBGE, o aumento no número de setores censitários reflete não apenas o crescimento populacional, mas também uma melhoria na qualidade e precisão das informações coletadas.

As melhorias implementadas no Censo de 2022, como o uso de imagens orbitais de alta resolução e registros administrativos georreferenciados, proporcionaram uma cobertura mais ampla e uma qualidade superior das informações coletadas. Isso não só reflete o compromisso do IBGE com a precisão dos dados, mas também seu papel fundamental no desenvolvimento e planejamento do país.

Os dados preliminares divulgados nesta quinta-feira são apenas o começo de uma análise mais detalhada que será concluída no segundo semestre, quando os dados consolidados do Censo 2022 estarão disponíveis. Essas informações não só são cruciais para entender a dinâmica populacional do Brasil, mas também para orientar políticas públicas e investimentos em áreas-chave para o desenvolvimento nacional.

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