terça-feira, maio 21

Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, depõe na CPMI do 8 de janeiro

Essa é a primeira vez que o depoimento do tenente-coronel acontece em público

Foto: Alan Santos/PR

Nesta terça-feira (11), às 9h, começou o depoimento do tenente coronel Mauro Cid na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Os senadores e os deputados querem informações de quatro pontos sobre a ligação de Cid com o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o período que ele trabalhou como ajudante.
O tenente está preso há 68 dias no Batalhão da Polícia do Exército em Brasília. A audiência estava marcada para a semana passada, mas o foco da Câmara dos Deputados na Reforma Tributária mudou os planos.
O principal caso tratado na comissão serão as mensagens com conteúdo golpista encontrada pelo Polícia Federal (PF) no celular de Cid, durante operação Verine. Os parlamentares acreditam que esses registros são essenciais para entender como a invasão golpista do Planalto em janeiro teve início.
Além disso, os membros discutem a quebra de sigilo dos alvos da CPMI. Apesar de ter sido convocado para depor, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, permitiu que o Mauro Cid permanece em silêncio, caso queira, mas, segundo apuração da CNN, o investigado pretende dizer “o que sabe”.
Desde o início de maio, quando foi preso por esquema de fraude no cartão de vacinação, o tenente-coronel já havia sido ouvido, pela PF, seis vezes. A diferença é que esse depoimento dele na CPMI acontece pela primeira vez em público.
Mauro Cid ainda será questionado sobre o motivo que o levou à prisão, sua relação com a esposa de Bolsonaro, Michele, no suposto esquema de rachadinha, e no caso das joias sauditas apreendidas pela Receita Federal.

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