sexta-feira, abril 19

Luciano Bivar anuncia cancelamento de convenção do União Brasil e contesta vitória de Antônio Rueda

Bivar alega irregularidades no edital e recusa derrota; Rueda já recebeu 30 votos, enquanto chapa de Bivar não teve nenhum

Deputado Federal Luciano Bivar presidente nacional do União Brasil
Deputado Federal Luciano Bivar presidente nacional do União Brasil. Foto: Divulgação

Recife, 07 de março de 2024 – O cenário político do União Brasil (UB) ganha contornos de tensão com o anúncio do deputado Luciano Bivar sobre o cancelamento da recente convenção partidária. Em nota oficial, Bivar, que lidera o UB, alegou um vício no edital de convocação, colocando em dúvida a legalidade do evento que elegeu Antônio Rueda como presidente do novo diretório nacional.📜🤔

O deputado ressalta que o suposto vício “colocaria em risco a legalidade, validade e sua eficácia”, justificando a decisão de cancelamento. De acordo com Bivar, uma nova reunião com a Executiva Nacional já foi convocada para corrigir as possíveis irregularidades apontadas.

Na polêmica convenção ocorrida em 29 de fevereiro, Antônio Rueda saiu vitorioso com 30 votos, enquanto a chapa de Luciano Bivar não obteve nenhum voto. Desde antes da eleição, Bivar demonstra resistência à derrota, buscando incessantemente o cancelamento da votação.🚫🗳️

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Bivar, que permanece no comando do União Brasil até o final de maio deste ano, destaca a falta de formalidade na comunicação da realização da eleição. Até o momento, a Presidência não teria recebido ofício oficial e não foi apresentada a ata da convenção e seus documentos, caracterizando, segundo Bivar, “um total desrespeito novamente ao estatuto”.

“Por todos esses motivos, em respeito ao nosso Estatuto, essa Presidência desautoriza o senhor Antônio Rueda de tratar de qualquer negócio ou assumir qualquer compromisso em nome do União Brasil”, enfatiza Luciano Bivar.

O clima de tensão entre as duas alas do partido é evidente, levantando questionamentos sobre o futuro do UB e sua unidade interna. A questão jurídica envolvendo o cancelamento da convenção promete se tornar um ponto crucial nos próximos dias, com possíveis desdobramentos que impactarão a trajetória política do União Brasil.

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A decisão de Bivar gerou reações diversas, com alguns membros do partido apoiando a iniciativa e outros demonstrando preocupação com a possibilidade de um racha interno. A transparência e legalidade do processo eleitoral são fundamentais para a legitimidade do novo diretório nacional, e a sociedade aguarda ansiosa por esclarecimentos e desdobramentos dessa controvérsia política.

Aguardaremos os próximos capítulos dessa história, atentos aos desdobramentos e impactos no cenário político do União Brasil.

Confira a íntegra do texto:

No exercício da presidência do União Brasil, tivemos que promover o cancelamento da Convenção que seria realizada quinta-feira (29/02), o motivo foi um vício no edital de convocação, o que colocaria em risco a legalidade, validade e sua eficácia, e no mesmo ato já convocamos nova reunião da executiva nacional para sanar as irregularidades.

Ocorre que, passando por cima do estatuto partidário, realizaram a “convenção” e elegeram um novo “diretório e executiva”, mesmo com diversas irregularidades desde a formação dos diretórios estaduais e escolha de delegados (alguns intimamente ligados a um dos vice-presidentes, irmão, cunhado, e, integrantes de seu escritório de advocacia e sem qualquer vida político partidária), até mesmo, vícios na inscrição da chapa.

O país mudou, vivemos num estado democrático de direito e não podemos tolerar partidos com senhores feudais, tratando o partido como uma extensão de interesses particulares.

Importante registrar que, mesmo após amplamente divulgado em toda imprensa nacional, até a presente data, essa presidência não foi oficiada formalmente da realização da eleição, sequer foi apresentada a ata da convenção e seus documentos, num total desrespeito novamente ao estatuto.

É importante que o diretório nacional que venha a ser eleito esteja em total harmonia com os princípios republicanos e principalmente o nosso estatuto, somos um partido com 8 senadores da República, 59 deputados federais, 4 governadores, 2 vice-governadores, 98 deputados estaduais, 1 deputado distrital, 592 prefeitos, 570, vice-prefeitos e 5233 vereadores, e milhares de filiados por todo país, com um fundo partidário e eleitoral só esse ano de quase 600 milhões de reais.

Por todos esses motivos, em respeito ao nosso estatuto, essa presidência desautoriza o senhor Antônio Rueda de tratar de qualquer negócio ou assumir qualquer compromisso em nome do União Brasil.

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