segunda-feira, julho 22

Delegado investiga tiroteio em Camaragibe que resultou na morte de seis civis e dois PMs

Depoimentos de testemunhas e familiares visam esclarecer os eventos trágicos; inquérito busca entender dinâmica dos fatos

Camaragibe
Foto: Reprodução/G1 PE
O delegado Ivaldo Pereira, responsável pelo inquérito que apura a sequência de assassinatos ocorrida em Camaragibe, no Grande Recife, divulgou que já ouviu cinco testemunhas do tiroteio que resultou na morte de dois policiais militares no bairro de Tabatinga. Após o confronto armado, o suspeito de matar os PMs, Alex da Silva Barbosa, e mais cinco de seus parentes perderam a vida.
Na segunda-feira (18), familiares da grávida e do adolescente que foram feridos durante o tiroteio prestaram depoimento na sede do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, localizado no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. Em uma entrevista à TV Globo, o delegado, que também é gestor do GOE, revelou que a polícia foi até o local dos confrontos em busca de imagens de câmeras de segurança e outras evidências relacionadas aos crimes.
“Fomos hoje [segunda-feira] à tarde a campo, conhecer o local, reconhecer onde os fatos aconteceram, com o objetivo de compreender toda a dinâmica do que ocorreu naquela região. Também estamos procurando por câmeras de segurança e outras provas”, explicou o delegado. Ele acrescentou que se reuniu com a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e tem colaborado com o Ministério Público nas investigações.
Ivaldo Pereira também informou que, após ouvir os familiares dos feridos, pretende colher depoimentos de parentes e outras pessoas ligadas a Alex Silva, o suspeito dos assassinatos dos PMs que morreu em um confronto com a polícia algumas horas após o tiroteio.
“A nossa intenção é ouvir pessoas relacionadas a Alex para aprofundar o entendimento sobre ele, entender por que ele reagiu daquela maneira à ação policial, se houve alguma ilegalidade, compreender a dinâmica, identificar quem atirou primeiro e as circunstâncias desse evento, e se foi uma resposta a uma ação da qual ele foi alvo”, afirmou o delegado.
O trágico episódio resultou em oito mortes, incluindo as dos dois policiais militares e seis civis, ocorridas entre a quinta-feira (14) e a sexta-feira (15). A gestante, identificada como Ana Letícia, e o adolescente continuam hospitalizados no Hospital da Restauração, no Recife. A família informou que Ana Letícia perdeu parte da visão do olho esquerdo e massa encefálica.
Segundo um dos advogados da família, Jean William, Alex, que possuía registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), estava treinando tiros em uma mata e invadiu a residência onde ocorreram os disparos. Além disso, o advogado relatou que o criminoso usou a grávida como “escudo” para se proteger dos policiais. As investigações continuam para esclarecer os eventos e as circunstâncias que levaram a essa tragédia em Camaragibe.

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