sexta-feira, fevereiro 23

UPAE Escada alerta para os riscos da automedicação

Uso de medicamentos para o tratamento de transtornos mentais como ansiedade e depressão subiu nos últimos anos no Brasil. Farmacêutica da UPAE Escada faz alerta.

UPAE Escada alerta para os riscos da automedicação
UPAE Escada alerta para os riscos da automedicação. Foto: Divulgação

Os medicamentos psicotrópicos são substâncias químicas que atuam no funcionamento do sistema nervoso central do paciente, amplamente utilizados em tratamento de condições psiquiátricas e causam mudanças no humor, percepção e também na consciência. Nos últimos anos, o uso dessas medicações cresceu consideravelmente no Brasil. Esse aumento preocupa especialistas pelos riscos da automedicação. Farmacêutica da UPAE Escada faz alerta sobre esse uso sem prescrição médica. 

Dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos revelam que o consumo de remédios para ansiedade no Brasil cresceu 10% entre 2019 e 2022; o de sedativos, usados para dormir, aumentou 33%; e o de antidepressivos saltou 34%.  

Os perigos de se automedicar são diversos. “Se automedicar traz riscos para a nossa saúde. Um deles é você ter alergia ao medicamento, ter reações adversas como diarreia, enjoo, vômitos. E, se tratando de psicotrópicos e ansiolíticos, você também pode criar uma dependência, tanto física quanto psicológica”, alerta a farmacêutica da UPAE Escada, Marcela Lins.

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Durante o Janeiro Branco, campanha que enfatiza a importância dos cuidados com a saúde mental, os sinais de possíveis transtornos mentais ganham mais destaque. No entanto, é importante estar atento também aos “diagnósticos” e ao uso de remédios indicados por conhecidos. 

“Se tornou comum as pessoas relatarem sintomas como insônia, falta de ar, dores de cabeça constantes, para pessoas próximas, e receberem diagnósticos de ansiedade, estresse e depressão e indicações para uso de medicações que são, inclusive, de uso próprio. Nem sempre os mesmos sintomas significam que vocês estão com a mesma doença”, aponta a profissional.

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Por isso, a orientação é buscar ajuda médica. “Ao sentir sintomas parecidos, procure sempre um médico para que ele possa fazer o diagnóstico correto da sua doença, possa prescrever a medicação correta, no horário e nos dias corretos. Se a gente se automedica, muitas vezes a gente mascara algumas doenças, complicando nosso quadro clínico”, finaliza a farmacêutica.  

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