sexta-feira, maio 24

Suspeita de fraude em laudo do Caso Beatriz leva juíza a solicitar informações sobre perito envolvido

 Relatório da Polícia Federal revela suposto pagamento de R$ 1,5 milhão para manipulação de evidências

Foto: Arquivo Pessoal
Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre uma operação de combate a uma milícia no interior de Pernambuco, a juíza responsável pelo caso do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, solicitou esclarecimentos à chefia da Polícia Civil. Há suspeitas de que um perito criminal teria recebido uma quantia em dinheiro para fraudar um laudo e beneficiar integralmente a escola particular onde o crime ocorreu, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

A juíza Elane Brandão Ribeiro pediu informações conclusivas com base no relatório da Polícia Federal sobre a Operação Metástase, que teve como objetivo desarticular um esquema de milícia. Embora essa investigação não tenha relação direta com o Caso Beatriz, informações relevantes foram repassadas ao Fórum de Petrolina.

No relatório da PF, menciona-se que “recebemos informações de que Gilmário teria sido pago com a quantia de R$ 1.500.000,00 (um milhão e meio de reais) para adulterar uma das perícias do Caso Beatriz, comprometendo a instituição de ensino onde ocorreu o assassinato”.

Em um despacho publicado na terça-feira (20), a juíza solicitou à chefia da Polícia Civil informações sobre a existência de procedimento disciplinar ou inquisitorial relacionado à possível corrupção do perito Gilmário dos Anjos para manipular o laudo pericial. Além disso, pediu que a delegada apresente detalhes sobre o que foi mencionado no relatório da Polícia Federal e, caso haja algum procedimento em andamento contra o perito criminal, que envie uma cópia para o juízo.

Em dezembro de 2021, Diego Leonel Costa, o perito criminal responsável pelo relatório, foi demitido do governo de Pernambuco após uma investigação rigorosa conduzida pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). Ficou comprovado que ele era sócio de uma empresa de segurança contratada pela escola onde ocorreu o assassinato de Beatriz.

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