terça-feira, maio 28

Programa Minha Casa, Minha Vida, tem aumento no subsídio e correção no valor dos imóveis

 Decisão do Conselho Curador do FGTS beneficia famílias de baixa renda com maior subsídio e redução das taxas de juros, além de ampliar o valor máximo dos imóveis financiados.

Foto:Divulgação
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciou nesta terça-feira (20) em Brasília, medidas para fortalecer o Programa Minha Casa, Minha Vida. Entre as decisões tomadas, destaca-se o aumento do subsídio para todas as unidades habitacionais do programa, além da redução das taxas de juros para famílias de baixa renda nas faixas 1 e 2.

Uma das alterações realizadas foi a correção do valor dos imóveis que podem ser financiados pelo programa. Agora, o subsídio para famílias de baixa renda com renda mensal de até R$ 2.640 (faixa 1) e até R$ 4,4 mil (faixa 2) passou de R$ 47 mil para até R$ 55 mil. Esse subsídio varia de acordo com a renda familiar e a localização do imóvel. Com a mudança, os valores máximos dos imóveis para as faixas 1 e 2 serão de R$ 264 mil para municípios com população de 750 mil habitantes ou mais, R$ 250 mil para cidades entre 300 mil e 750 mil habitantes, R$ 230 mil para municípios entre 100 mil e 300 mil habitantes, e R$ 200 mil para cidades com população inferior a 100 mil habitantes.

Além disso, o Conselho ampliou o valor máximo do imóvel para todas as famílias de baixa renda da faixa 3, que varia entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil. O novo teto passou de R$ 264 mil para até R$ 350 mil em todos os estados.

Essas mudanças têm como objetivo impulsionar a contratação de mais unidades habitacionais. Estima-se um acréscimo de 57 mil novas contratações na faixa 3, sendo 40 mil em 2023. O Conselho também projeta um aumento de 12% nas contratações, totalizando cerca de 330 mil unidades para famílias com renda de até R$ 3,3 mil. Para subsidiar essas ações, o orçamento do FGTS destinado aos subsídios é de R$ 9,5 bilhões em 2023.

Outra medida importante é a revisão das taxas de juros cobradas de famílias com renda mensal de até R$ 2 mil. As regiões Norte e Nordeste terão uma redução de 4,25% para 4% ao ano, enquanto as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste verão a taxa cair de 4,5% para 4,25% ao ano. Essa revisão visa facilitar o acesso ao financiamento e estimular o setor habitacional nessas regiões.

Com essas medidas, o Conselho Curador do FGTS busca fortalecer o Programa Minha Casa, Minha Vida, proporcionando um maior subsídio às famílias de baixa renda, corrigindo o valor dos imóveis que podem ser financiados e reduzindo as taxas de juros. Essas ações têm o objetivo de promover o acesso à moradia digna para a população e impulsionar o mercado imobiliário, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do país.

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