domingo, fevereiro 25

Operação conjunta prende um dos criminosaos mais procurados do Brasil

Gilcimar da Silva, também conhecido como Cascão, é capturado pela PF em operação que revela suas múltiplas identidades e histórico de fugas espetaculares.

Prisão
Foto: Divulgação
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal em Ipatinga e o Grupo de Capturas da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), de Governador Valadares, resultou na prisão de um dos criminosos mais procurados do Brasil, Gilcimar da Silva, de 43 anos, também conhecido como Cascão, Castor e Tiririca. O criminoso, que vivia em São Paulo sob identidade falsa, figurava como um dos principais alvos das forças de segurança na lista de foragidos mais buscados de Minas Gerais, recentemente divulgada pelo governo do estado.
Gilcimar da Silva era acusado de uma série de crimes graves, incluindo homicídio qualificado, porte de arma de uso restrito, roubo com emprego de arma de fogo, restrição de liberdade das vítimas em assaltos a bancos, associação criminosa armada e tráfico de drogas. Sua pena total ultrapassa os 73 anos de prisão. Ele ganhou notoriedade por liderar dezenas de assaltos a agências bancárias em todo o Brasil, tornando-se um dos bandidos mais procurados do país. O criminoso também protagonizou três fugas espetaculares de penitenciárias, incluindo um resgate de uma escolta policial por um grupo armado.
Sua última fuga ocorreu em dezembro de 2018, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, graças ao seu envolvimento com uma associação criminosa amplamente conhecida. A Polícia Federal destaca que há diversos registros de escândalos de corrupção envolvendo servidores e presos faccionados, além de relatos de outras duas fugas do sistema prisional, da Penitenciária Dutra Ladeira e novamente da Nelson Hungria, anteriores ao ano de 2013. Existe ainda outro registro de fuga que ocorreu mediante um esquema de fraude, quando ele alegou ter parentes no Piauí e solicitou transferência para cumprimento de pena naquele estado. Esse procedimento foi autorizado e, durante o trajeto, ele foi libertado. As investigações subsequentes revelaram que houve suborno para permitir a fuga.
O criminoso acumulava mais de 31 mandados de prisão preventiva em aberto, incluindo aqueles já cumpridos e expirados. Uma das prisões anteriores ocorreu em um condomínio de luxo, onde foram apreendidos três fuzis M-16, uma escopeta, dinheiro e cinco celulares. Foi confirmado que ele utilizava, pelo menos, duas identidades falsas, vivendo normalmente sob uma delas com um CPF criado para esse fim.
Em uma publicação oficial, a Polícia Federal destacou que “a prisão dele representa uma importante vitória no combate ao crime organizado no Brasil, e as autoridades estão trabalhando para garantir que seja levado à Justiça para responder por seus crimes e enfrentar as penas correspondentes.” A captura de Gilcimar da Silva demonstra o compromisso das forças de segurança em combater o crime organizado e restaurar a ordem no país.

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