segunda-feira, junho 17

Estudo realizado no Hospital de Câncer de Pernambuco, ganha destaque internacional

 Estudo realizado pelo centro de pesquisas clínicas do HCP ganha destaque no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago nos Estados Unidos

Foto: Divulgação

O Hospital de Câncer (HCP) em Pernambuco conquistou o segundo lugar em número de pacientes participantes em um dos maiores congressos de oncologia do mundo, o Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), realizado entre os dias 2 e 6 de junho em Chicago, nos Estados Unidos. Essa posição foi alcançada em meio a mais de 300 centros de pesquisa em 40 países.

Durante o congresso, o foco principal das discussões foi o tratamento e terapias oncológicas no combate ao câncer em escala mundial. Um estudo de fase III, intitulado ‘NATALEE’, que avalia o uso do ribociclibe – uma medicação com o objetivo de aumentar significativamente a taxa de sobrevivência em pacientes com o câncer de mama mais comum, o Luminal – foi apresentado, destacando a importância da pesquisa realizada em Pernambuco e na região Nordeste, que pode influenciar a conduta oncológica globalmente.

O oncologista clínico e pesquisador Marcelo Salgado, do Centro de Pesquisas Clínicas do HCP, ressalta a relevância desse estudo para a oncologia em escala global e destaca a importância da parceria com os pacientes no tratamento e pesquisa do câncer.

“Até os anos 1990, a participação do Brasil em pesquisas globais estava concentrada nos centros do Sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que eram grandes referências. Isso tem mudado ao longo dos anos, com nossa participação e de outros centros. Investir em pesquisa é fundamental, pois evidencia nosso compromisso com o conhecimento em busca de melhores cuidados para os pacientes com câncer”, afirma o especialista.

A pesquisa contou com a participação de mais de 5 mil mulheres, sendo que 38 delas foram avaliadas pelo Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital de Câncer. Todas as mulheres apresentavam risco de recidiva do câncer de mama e foram acompanhadas por mais de 3 anos, utilizando a medicação ribociclibe isoladamente ou em combinação com outras terapias.

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