sábado, fevereiro 24

Em Gaza brasileiros enfrentam incertezas sobre Corredor Humanitário

Em Gaza, Brasileiros em escola católica temem evacuação forçada, enquanto aguardam socorro no sul da Faixa de Gaza. Desespero e incerteza em meio ao conflito.

Em Gaza a brasileira Shaed Albanna, de 18 anos, foi informada que terá que deixar a escola. De acordo com ela, há cerca de 30 pessoas nessa escola. Foto: Frame/ Video Conferência
Em Gaza a brasileira Shaed Albanna, de 18 anos, foi informada que terá que deixar a escola. De acordo com ela, há cerca de 30 pessoas nessa escola. Foto: Frame/ Video Conferência

A cidade de Gaza, cenário de conflitos intensos, abriga brasileiros em uma escola católica. Porém, há temores de que a segurança do local esteja comprometida. A possibilidade de evacuação antes da abertura do corredor humanitário gera ansiedade.

Uma das vozes desse drama é Shaed Albanna, uma jovem brasileira de 18 anos. Ela relata que cerca de 30 pessoas compartilham o mesmo destino na escola, sendo que dez são brasileiros que anseiam pela repatriação. Este grupo faz parte dos 22 que solicitaram a evacuação, incluindo dez crianças, sete mulheres e cinco homens.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a situação e acompanha de perto a evolução do conflito na região. Atualmente, do grupo de 22 pessoas que pediu ajuda, doze aguardam socorro do lado de fora da escola, na cidade de Khan Younes, localizada ao sul de Gaza.

A história de Shaed Albanna é emblemática. Ela nasceu no Brasil e viajou a Gaza com sua irmã de 13 anos para visitar a mãe doente, que infelizmente faleceu vítima de câncer. As duas estão sob os cuidados de sua avó.

Com os olhos marejados de lágrimas, Shaed revela a tensão que vive: “A escola não é mais um lugar seguro. Os israelenses estão entrando pelo país, todo mundo está saindo fugindo. Eu não quero morrer.”

A situação é crítica, e a incerteza paira sobre a comunidade brasileira em Gaza. O governo brasileiro, em conjunto com organismos internacionais, busca soluções para garantir a segurança e o retorno desses cidadãos ao Brasil. A esperança é que o corredor humanitário possa ser aberto em breve, proporcionando o resgate seguro de todos os brasileiros nessa região assolada pelo conflito. A preocupação persiste, mas a mobilização para trazer esses brasileiros de volta ao lar continua firme.

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