segunda-feira, junho 17

Cigarro eletrônico em alta: quase 25% dos jovens brasileiros já usou

Apesar de proibido, desde 2009, consumo dos produtos cresce no País

Foto: Reprodução/Pixabay
O uso de cigarros eletrônicos entre os jovens brasileiros aumentou em 21,3% nos últimos 12 meses, correspondendo a cerca de 25% dos indivíduos nessa faixa etária. Esses dados revelam uma tendência de crescimento, já que em 2022 o percentual era de 19,7%.

As informações foram coletadas por meio do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia, chamado Covitel 2023, e divulgadas na quinta-feira (29). A pesquisa foi conduzida pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em colaboração com a organização global de saúde pública Vital Strategies.

Ao todo, nove mil pessoas participaram do levantamento realizado entre janeiro e abril de 2023. Os resultados demonstram um aumento no consumo de cigarros eletrônicos no Brasil, mesmo com a proibição estabelecida pela vigilância sanitária.

Dentre os jovens que afirmaram ter utilizado dispositivos de vaporização, 17,3% relataram não consumir mais. Por outro lado, 6,1% dos entrevistados afirmaram fazer uso frequente de “vapes” e “pods”, enquanto 0,5% consomem diariamente. Na faixa etária de 25 a 34 anos, o número de usuários de cigarros eletrônicos aumentou de 10,3% para 13,2%.

De acordo com a pesquisa, os principais motivos citados para o consumo, em todas as faixas etárias, foram: “curiosidade/experimentar” (20,5%); “estar na moda” (11,6%); “gostar” (11,4%); “acompanhar amigos ou familiares” (7,5%); e apenas 6,8% mencionaram o “sabor”.

Dos entrevistados, 4,3% afirmaram utilizar esses produtos em locais onde o cigarro tradicional é proibido. Além disso, 5,8% alegaram optar pelos cigarros eletrônicos por considerarem um risco menor à saúde, e 3% como substitutos do cigarro convencional. Apenas 0,3% associaram o consumo ao vício.

Apesar da ampla divulgação, a venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. Em 2022, houve uma discussão para reavaliar essa medida, no entanto, a proibição foi mantida.

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