sexta-feira, fevereiro 23

Brasil tem 50,7 milhões de hipertensos, aponta relatório da OMS

Estudo inédito revela que 45% da população brasileira entre 30 e 79 anos sofre com a hipertensão arterial

Hipertensão
Foto: Reprodução/CBIC
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório inédito que apresenta detalhes sobre o impacto global da hipertensão arterial, destacando a incidência da doença em cada país. Segundo o estudo, um a cada três adultos em todo o mundo sofre de pressão alta, e o Brasil está acima da média, com 50,7 milhões de hipertensos entre 30 e 79 anos, o que equivale a 45% da população nessa faixa etária.
A OMS caracterizou a hipertensão como uma “assassina silenciosa” devido ao fato de a doença geralmente não apresentar sintomas evidentes. Isso leva a uma baixa adesão da população ao tratamento, mesmo que a hipertensão possa resultar em sérias complicações de saúde, como acidente vascular cerebral (AVC), ataques cardíacos, danos renais e outros problemas graves.
O relatório também revela que quatro em cada cinco pessoas com hipertensão não estão sendo tratadas corretamente em todo o mundo. No entanto, a OMS ressalta que, se os países aumentarem a cobertura do tratamento, poderão evitar aproximadamente 76 milhões de mortes, 120 milhões de AVCs, 17 milhões de casos de insuficiência cardíaca e 79 milhões de ataques cardíacos até 2050.
No caso do Brasil, a pesquisa indica que a probabilidade de uma pessoa com hipertensão morrer precocemente é de 15%. Em 2019, ano em que os dados da pesquisa foram coletados, 381 mil pessoas faleceram devido a doenças cardiovasculares, das quais 54% apresentavam hipertensão arterial.
A OMS tem como expectativa que o Brasil possa salvar 365 mil vidas até 2040 se conseguir controlar mais de 40% dos casos de hipertensão. Atualmente, apenas 33% dos hipertensos do país têm a doença sob controle. A organização enfatiza que a idade avançada e fatores genéticos podem aumentar o risco de desenvolver hipertensão, mas também ressalta que fatores de risco modificáveis, como uma dieta rica em sal, falta de exercícios físicos e consumo excessivo de álcool, favorecem o surgimento da doença.
A recomendação atual da OMS é que o consumo máximo de sal seja de 5 gramas por dia, o que corresponde a cerca de 2 gramas de sódio, o principal mineral presente no sal. No entanto, há dados que indicam que os brasileiros consomem aproximadamente 12 gramas de sal diariamente. A conscientização sobre os riscos da hipertensão e a adoção de hábitos de vida saudáveis são essenciais para combater essa condição e suas consequências para a saúde pública.

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