domingo, fevereiro 25

Sociedade Anônima do Futebol do Santa Cruz reacende esperanças, mas desafios persistem

Processo de negociação da SAF do clube envolve participação dos sócios e superação de obstáculos políticos e financeiros.

Santa Cruz
Foto: SCFC
A venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santa Cruz, tradicional clube do futebol pernambucano, tem gerado expectativas positivas entre os torcedores tricolores em busca de dias melhores para a agremiação. Para que as negociações se concretizem, no entanto, diversos desafios precisam ser superados, sendo o principal deles relacionado ao envolvimento dos sócios na decisão. O advogado Eduardo Paruá, responsável pelo processo, assegurou que a voz dos associados será ouvida na decisão final.
O ponto de embate central até então estava relacionado à participação dos sócios na apreciação da proposta dos investidores pela SAF. Embora o estatuto do Santa Cruz confira ao Executivo o poder de decisão sobre a SAF, Paruá ressaltou que a proposta dos investidores inclui uma cláusula que exige a aprovação dos sócios, demonstrando o comprometimento com a transparência e o respeito à base de apoiadores.
Eduardo Paruá destacou a mudança de postura do atual presidente do Santa Cruz, Jairo Rocha, em relação a seu antecessor, Antônio Luiz Neto. Enquanto Neto enfrentou conflitos com o Conselho Deliberativo, Rocha assumiu com o objetivo de garantir que o processo de venda ocorra de forma transparente e seguindo os rituais políticos necessários.
Paruá também revelou que existem interesses que buscam “atrapalhar as negociações,” mas enfatizou que o clube não pode mais se dar ao luxo de adiar o processo. O acordo está em um estágio de confidencialidade, mas ele ressaltou que o compromisso é com o bem do Santa Cruz.
No entanto, o advogado adotou um tom realista ao abordar as dificuldades enfrentadas. Ele observou que a falta de presença do clube em divisões superiores dificulta a obtenção de uma oferta à altura de seu potencial. O processo de recuperação judicial também está em andamento, com pressões do conselho, da torcida e dos credores para sua conclusão.
Eduardo Paruá elogiou os esforços do ex-presidente Antônio Luiz Neto na busca das melhores propostas, mas reconheceu que a falta de fluxo de caixa do clube afeta as negociações com os investidores. Ele enfatizou que o mercado observa a geração de caixa e o potencial, e que este último só pode ser plenamente explorado quando o clube estiver sob nova gestão.
Em resumo, a venda da SAF do Santa Cruz é vista como uma oportunidade para a agremiação sair da crise, mas os desafios envolvendo os sócios, as questões políticas e financeiras ainda são obstáculos a serem superados no caminho para a concretização do negócio. Eduardo Paruá enfatizou o potencial do clube, mas alertou para a necessidade de superar os entraves que vêm dificultando as negociações.

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