segunda-feira, maio 27

Preso em flagrante em Cabrobó, Jadson Caetano responde a processo na justiça

Prisão aconteceu no sertão de Pernambuco as margens da BR-428

Jadson Caetano
Jadson Caetano / Ilustração: Portal Fala News

O engenheiro e político Jadson Caetano, que exerce a função pública de técnico em eletrotécnica, lotado no setor de Engenharia e Meio Ambiente da Unidade acadêmica da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) no Cabo de Santo Agostinho, e que já disputou as eleições para prefeito em 2020, e para o cargo de deputado estadual em 2022, ambas candidaturas pelo Cidadania, teve a prisão em flagrante delito decretada em 02 de fevereiro de 2022, na cidade de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, no interior do estado de Pernambuco.
Auto de Prisão em Flagrante de Jadson Caetano. Imagem: Portal Fala News
A prisão em flagrante foi realizada pela polícia militar, por volta das 14:00 horas, e ocorreu as margens da BR-428, próximo ao canal da transposição do Rio São Francisco, na zona rural do município de Cabrobó, segundo o boletim de ocorrência os policiais avistaram um veículo modelo S-10 cor Cinza de placa KYM-6E43, parado no acostamento, e no momento visualizaram quatro homens saindo da caatinga e um deles com uma arma de fogo na mão. Imediatamente foi dada voz de prisão aos quatro homens que eram eles, Jadson Caetano da Silva, Everton Diego Pedrosa, Douglas Guilherme Santos de Amorim, e Thallyson Bruno da Silva, de acordo com a polícia a arma de fogo modelo Tauros, semiautomática, calibre 380, estava nas mãos de Everton Diego, e a prisão foi registrada por porte ilegal de arma.
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Imagem: Portal Fala News
A polícia encontrou além da arma com 13 munições intactas, mais dois carregadores com 36 munições intactas do mesmo calibre dentro do Carro. Todos foram conduzidos pela autoridade policial para a delegacia em Cabrobó.
Boletim de Ocorrência da Prisão em Flagrante de Jadson Caetano. Imagem: Portal Fala News

Boletim de Ocorrência da Prisão em Flagrante de Jadson Caetano. Imagem: Portal Fala News

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A arma em poder de Everton, na realidade pertencia ao político Jadson Caetano, que se apresentou como CAC – sigla para Colecionador, Atirador e Caçador, são as atividades em que Pessoas Físicas são categorizadas no Exército Brasileiro através do Certificado de Registro, atividade bastante facilitada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após a prisão em fragrante e o pagamento de fiança no valor de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais), todos foram liberados, e Jadson Caetano está respondendo em liberdade condicional o processo pelo porte da arma de fogo.
Os CACs, contudo, não figuram entre as pessoas com autorização para portar armas de fogo, razão pela qual, inicialmente, o Exército editou a Portaria nº 28 – Colog, de 14 de março de 2017, permitindo aos atiradores o porte de uma arma de fogo municiada nos deslocamentos do local de guarda do acervo até os locais de prática ou treinamento. Medida alterada a partir de 2023 que não permite mais o transporte de arma de fogo por colecionadores, atiradores e caçadores.
Jadson Caetano
Jadson Caetano durante a sua campanha para deputado estadual pelo Cidadania 23 em 2022. Foto: Reprodução
A arma de fogo, apreendida na abordagem policial, foi comprada por Jadson Caetano no dia 06 de dezembro de 2019, pelo valor de R$ 3.790,00 (três mil setecentos e noventa reais), com registro KMW70270, vendida pela empresa paranaense de nome fantasia Pau de Fogo, que fica na capital Curitiba.
Segundo a PF, a legislação atual não permite o “porte de trânsito de arma de fogo municiada por colecionadores, atiradores e caçadores”. Com isso o processo por porte ilegal de arma segue na justiça contra Jadson Caetano.
A política armamentista de Jair Bolsonaro, durante seus quatro anos de governo, abriu diversas brechas para que civis se armassem, ao pretexto de serem colecionadores, como o caso ocorrido com o político escadense, que tem usado em suas campanhas o discurso da moralidade, de combate a corrupção e ao não cometimento de crimes, e que passa a responder criminalmente por infringir a lei, a partir do momento que andava armado mesmo que com uma pistola legalizada, mas sem autorização para portá-la livremente como fez.
Pagamento da fiança para responder o processo em liberdade. Imagem: Portal Fala News
Juridicamente Jadson Cetano poderá não ter grandes problemas por ser réu primário, ter residência fixa, e emprego formal, mas politicamente ele se alinha a extrema-direita na prática, ao lado dos armamentistas, e daqueles que pregam a moralidade, porém não cumprem a lei. E politicamente poderá sair bem caro na matemática política esse seu atropelo e mau exemplo, pois em 2024 irão ocorrer as eleições municipais, pleito que ele pretende concorrer, mas desta vez com essa mancha em sua ficha criminal, e com essa munição nas mãos dos seus adversários, que irão o interrogar porque seu discurso diverge da sua prática.

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