sexta-feira, fevereiro 23

Presidente Lula retorna à ONU após 14 anos para defender reformas globais

Lula destaca desigualdades sociais e ambientais em discurso na 78ª Assembleia Geral da ONU

Lula
Foto: Ricardo Stuckert
Após um intervalo de 14 anos, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, regressou ao púlpito da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, marcando sua oitava participação no prestigiado evento internacional. O discurso de Lula, que ocorreu nesta terça-feira (19), teve como objetivo convocar a comunidade global a promover reformas sociais e ambientais, bem como ampliar a representação dos países emergentes nos fóruns internacionais.
Embora tenha participado de outros eventos internacionais desde sua eleição, o governo brasileiro considera a abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU como o destaque do primeiro ano do terceiro mandato de Lula, oferecendo uma oportunidade única para apresentar as iniciativas do Brasil e instar o mundo a adotar uma postura mais comprometida com a preservação ambiental e a redução das disparidades globais.
Lula fará um retrospecto sobre as mudanças significativas ocorridas no mundo desde seu último discurso no mesmo púlpito, em 2009, ressaltando que, apesar das transformações, os fóruns multilaterais ainda relutam em reconhecer a importância dos países emergentes. Naquele ano, o ex-presidente já abordava questões ambientais e a necessidade de proteger os recursos naturais, e desta vez, ele destacará as desigualdades sociais que contribuem para agravar os fluxos migratórios em todo o mundo.
O tom do discurso de Lula também será direcionado para reforçar a posição histórica da diplomacia brasileira, que advoga pela reformulação do sistema de governança de organismos multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Até a noite anterior ao evento, o ex-presidente estava dando os toques finais ao discurso que apresentaria no púlpito da ONU, que prometeu ser uma chamada à ação para uma governança global mais justa e responsável.

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