sábado, fevereiro 24

Jovem desaparecida tem ossada encontrada na Zona Rural de Ipojuca

Caso da jovem Pâmela Mirele, vítima de sequestro e homicídio em Pernambuco. tem detalhes revelados pela Polícia Civil.

Jovem desaparecida tem ossada encontrada em Ipojuca. Foto: Arthur Borba / JC IMAGEM
Jovem desaparecida tem ossada encontrada em Ipojuca. Foto: Arthur Borba / JC IMAGEM

Nesta segunda-feira (6), a Polícia Civil de Pernambuco realizou uma descoberta chocante na Zona Rural de Nossa Senhora do Ó, no município de Ipojuca, os investigadores encontraram uma ossada que está diretamente ligada ao caso do desaparecimento da jovem Pâmela Mirele Rodrigues da Silva, de apenas 19 anos. A jovem havia sido sequestrada e posteriormente assassinada por traficantes da região em abril deste ano.

A investigação que levou à descoberta da ossada começou após informações que chegaram à equipe da Delegacia de Porto de Galinhas. Surpreendentemente, a família de Pâmela Mirele não havia comunicado o sequestro à polícia, supostamente movida pelo medo dos criminosos. Apenas em maio de 2023, graças a informações de colaboradores e evidências capturadas por câmeras de segurança, foi possível identificar os suspeitos e agir.

O delegado Ney Rodrigues, responsável pelo caso, esclareceu: “Somente em maio de 2023 que tomamos conhecimento de que essa jovem de 19 anos havia sido levada de sua casa por traficantes. Não houve sequer a comunicação dos fatos. A família da garota, com bastante medo, nem procurou a delegacia para denunciar, mas através de informações que recebemos de colaboradores e câmeras de segurança, identificamos os suspeitos e representamos pela prisão temporária de um deles, além de busca domiciliar. Com isso, hoje (6) conseguimos cumprir o mandado de prisão e ele nos levou ao local onde tinha enterrado a vítima.”

A ação policial resultou na prisão do primeiro suspeito, que colaborou com informações cruciais para a investigação. O delegado Ney Rodrigues comentou: “A polícia já sabia quem era a outra pessoa que cometeu o crime, só não tínhamos o endereço dele. Mas com a ajuda do primeiro suspeito conseguimos localizá-lo… Ele nos levou ao local, prendemos esse segundo suspeito, que confirmou a participação no crime.”

Quanto aos detalhes da ação que levou à morte de Pâmela e a identidade de quem ordenou o homicídio, o primeiro suspeito negou ter efetuado os disparos. “Um deles disse que recebeu ordens, mas não revelou de quem teria sido essa ordem para levar a garota até o local. Disse que não sabia o que ia acontecer com ela e que só ouviu alguns disparos, mas não viu e não soube dizer quem executou a vítima”, declarou o delegado Ney Rodrigues.

O desfecho dessa investigação destaca a importância da colaboração da comunidade e do trabalho incansável da Polícia Civil. O caso de Pâmela Mirele Rodrigues da Silva serve como um lembrete trágico dos perigos associados ao tráfico de drogas e do papel fundamental das autoridades em garantir a segurança e a justiça na sociedade.

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