sexta-feira, abril 19

Antônio Campos recorre à espiritualidade em pedido de reabertura do caso Eduardo Campos

Irmão do ex-governador de Pernambuco invoca cartas mediúnicas em busca de justiça na investigação da trágica morte do político em 2014.

Eduardo Campos
Foto: Reprodução
Em uma reviravolta surpreendente, Antônio Campos, irmão do saudoso ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, anunciou em suas redes sociais que recorreu a pistas contidas em cartas mediúnicas para embasar seu pedido à Justiça, buscando a reabertura do inquérito policial que investiga a morte do então candidato a presidente da República do PSB, ocorrida em um trágico acidente de avião em Santos, no ano de 2014.
O conteúdo das cartas mediúnicas remete a uma publicação anterior, datada de agosto, atribuída a Eduardo Campos, na qual ele teria escrito: “Não guardo ódio, mas, sim, ainda, revolta”, fazendo referência a lições aprendidas nos “meios espirituais” sobre o livre arbítrio para tirar vidas, que nem sempre se alinha com a “lei divina”.
Na carta mediúnica citada por Antônio Campos, o Ex-Governador teria lançado um “olhar de piedade” aos seus “falsos amigos” e “traidores”, oferecendo ajuda para “resgatá-los da tenebrosa esfera de dor que os aguarda”.
É importante ressaltar que o pedido de reabertura do caso, que tramita em segredo de Justiça e aguarda o parecer do Ministério Público em Santos, não se baseia exclusivamente nas cartas mediúnicas. Antônio Campos esclareceu que utiliza as pistas fornecidas por essas cartas, não as cartas em si, como um dos elementos em sua busca por justiça. O processo também se apoia em um extenso parecer técnico do perito Carlos Camacho, com 246 páginas, entre outros elementos de investigação.
“Não se baseia em cartas mediúnicas, que uma delas estamos publicando. Acontece que duas delas nos deram algumas pistas, não sendo essa que estamos publicando agora. Usamos as pistas e não as cartas”, afirmou Antônio Campos em sua postagem no Instagram. Ele mencionou o caso famoso de Iara Marques Barcelos, que foi inocentada com base em uma carta psicografada pelo médium Chico Xavier, há 14 anos, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), após ser acusada de ser mandante do assassinato de seu marido tabelião.
Antônio Campos enfatizou que sua petição foi protocolada em 11 de agosto e que a manutenção do segredo de Justiça visa a facilitar as diligências necessárias e urgentes para o caso, conforme permitido pela legislação penal, especialmente o Art. 18 do Código de Processo Penal. Ele argumenta que o pedido evidencia as deficiências do inquérito policial anterior e do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e que seu arquivamento não impede futuras investigações.

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