domingo, agosto 31

Jadson busca espaço na Câmara, mas chances são remotas

Após 20 mil votos em Escada, Jadson Caetano tenta candidatura federal, mas cenário é considerado pouco promissor.

Jadson oficializa pré-candidatura com apoio de Hacker
Jadson oficializa pré-candidatura com apoio de Hacker. Foto – Divulgação

O professor Jadson Caetano (PSD) oficializou sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026, com o discurso de representar a Mata Sul e todo Pernambuco em Brasília. Apesar do lançamento com tom confiante, o projeto eleitoral enfrenta barreiras significativas para conquistar uma das 25 vagas pernambucanas na Câmara Federal.

Histórico eleitoral impõe obstáculos

Jadson Caetano ficou conhecido em Escada por sua atuação como opositor ao grupo governista e por denunciar suposta compra de votos na eleição municipal de 2024, quando obteve quase 20 mil votos para prefeito. Em 2022, disputou para deputado estadual, alcançando 15.769 votos e ficando como segundo suplente pela federação PSDB/Cidadania. Ele perdeu todas as eleições que disputou, 2020, 2022 e 2024.

Embora esses números demonstrem força local, analistas apontam que o salto necessário para garantir a eleição federal é muito maior. Historicamente, candidatos eleitos a deputado federal em Pernambuco costumam ultrapassar a marca de 60 a 80 mil votos, dependendo da coligação ou federação. E tem bases em mais de 50 municípios para alcançar um mandato.

Dobradinha com France Hacker: aposta para ampliar alcance

Para tentar superar essas limitações, Jadson se uniu ao deputado estadual France Hacker (PSB), conhecido pela atuação parlamentar e articulação política. A estratégia busca fortalecer a campanha em pautas como:

  • Geração de empregos
  • Educação técnica
  • Melhoria da infraestrutura na Mata Sul

“France é um dos deputados mais atuantes de Pernambuco e tem feito muito pela Mata Sul ao lado da nossa governadora Raquel Lyra”, afirmou Jadson, reforçando a tentativa de se associar a lideranças com maior projeção estadual.

France Hacker também elogiou o aliado:

“Apesar de jovem, Jadson luta diariamente para mudar a realidade de Escada. Ele tem potencial para ajudar muito Pernambuco como deputado federal.”

Visão crítica: candidatura pode ter caráter simbólico

Mesmo com o tom otimista dos discursos, setores políticos avaliam que a pré-candidatura de Jadson Caetano serve mais para consolidar sua base em Escada e região do que para disputar de fato uma vaga em Brasília. Essa prática é comum em cenários eleitorais locais, onde lideranças buscam:

  • Manter o eleitorado mobilizado
  • Ampliar visibilidade para futuras disputas
  • Fortalecer alianças políticas

Segundo analistas ouvidos, mesmo com alianças estratégicas, a diferença entre o número de votos que Jadson já demonstrou ter e o necessário para eleição federal é considerada um obstáculo difícil de transpor em 2026.

Compromissos de campanha

Apesar das dificuldades, Jadson mantém o discurso de:

  • Combate à compra de votos pelos políticos e a venda dos votos pelos eleitores
  • Defesa da ética na política
  • Busca por investimentos em educação e infraestrutura
  • Articulação para atrair recursos federais

A pré-campanha promete enfatizar o papel de “voz ativa” da Mata Sul em Brasília, mesmo que a viabilidade eleitoral enfrente desafios concretos.

Análise do cenário

  • Aliados veem a candidatura como forma de manter a base viva, negociar apoios e consolidar o nome para disputas futuras.
  • Críticos apontam o risco de inflar expectativas sem ter estrutura e base eleitoral suficientes para a Câmara Federal.

A própria aliança com France Hacker é vista como um movimento tático para dar mais peso político à pré-candidatura e tentar atrair parte do eleitorado já consolidado do deputado estadual.

A pré-candidatura de Jadson Caetano a deputado federal em 2026 representa uma aposta ousada em um cenário eleitoral competitivo. Embora apresente discurso de renovação e ética, o desafio principal será superar a grande diferença entre seu desempenho anterior e o patamar mínimo de votos exigido para garantir a eleição federal. Para muitos observadores, o movimento tem mais valor estratégico local do que reais chances de vitória em Brasília.

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