domingo, agosto 31

Hospital Santa Clara é acusado de negar socorro a gestante

Mulher grávida de 6 meses sofre acidente em Escada e denúncia de recusa de socorro por hospital gera debate sobre dever médico.

Dra. Marília fez um vídeo denunciando o não socorro por parte do Hospital Santa Clara. Foto: Divulgação/ Instagram.

Na noite da última terça-feira (15/07), um acidente de motocicleta em frente ao Hospital e Maternidade Santa Clara, em Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, mobilizou moradores e gerou denúncia de recusa de atendimento.

Acidente em frente ao hospital

A vítima, uma mulher grávida de seis meses, estava na garupa de uma motocicleta quando ocorreu o acidente. Após a queda, ela apresentava dores e precisava de avaliação médica.

Segundo informações da médica Marília Melo, que mora na localidade e realizou os primeiros socorros, o hospital se recusou a atender a gestante.

“O médico chegou até a porta e voltou sem prestar socorro. Nós fizemos um juramento. Eu sei muito bem o que é um hospital público e o que é um hospital particular, mas não se pode negar socorro”, afirmou Marília.

Negar socorro é crime

De acordo com o Código Penal Brasileiro, negar socorro é crime.

Art. 135 – “Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo […]”

A pena prevista é detenção de um a seis meses ou multa.

Debate sobre o dever de atendimento

O caso gerou debate entre moradores sobre a responsabilidade dos serviços de saúde. Mesmo unidades privadas são obrigadas a prestar primeiros socorros em emergências, antes de eventual transferência para outras unidades.

Importância da denúncia

Autoridades recomendam que casos de recusa de socorro sejam formalizados para apuração:

  • Registro de boletim de ocorrência.
  • Notificação ao Conselho Regional de Medicina.
  • Busca de orientação jurídica.

Até o momento, não há informações oficiais sobre posicionamento do hospital ou sobre eventual investigação. O caso evidencia a relevância do debate sobre o acesso ao atendimento de urgência e o cumprimento da lei.

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